One Day At a Time é uma série necessária

Não é de hoje que a TV tá sambando na cara do cinema quando o assunto é diversidade, né não? Claro que o pessoal tá correndo atrás do prejuízo (viram as indicações ao Oscar?), mas a televisão (e o Netflix) acaba entrando com muito mais propriedade na casa das pessoas. Talvez por isso, One Day At a Time seja uma série muito necessária.

A sitcom que o Netflix acabou de lançar conta a história dos Alvarez, uma família cubana que se estabeleceu nos EUA quando a abuelita (interpretada pela maravilhosa Rita ‘EGOT’ Moreno) chegou à América para se libertar do regime de Castro. Lydia mora em Echo Park, Los Angeles, com sua filha Penelope, uma enfermeira recém-divorciada, e seus dois filhos, Elena e Alex.

Penelope é uma veterana do Afeganistão que voltou pra casa após uma lesão no ombro. Agora, ela precisa lidar com o fato de que não tem mais o marido – também ex-combatente e que se perdeu no alcoolismo, consequência de seu Transtorno Pós-Traumático -, com os filhos que entram na adolescência e descobrem sua sexualidade ao mesmo tempo em que precisa garantir que eles não percam suas raízes cubanas.

Pra uma comédia, One Day At a Time toca em assuntos bastante sérios, como a situação dos veteranos nos EUA, dos imigrantes, do sexismo no mercado de trabalho, da homossexualidade, do envelhecimento. Parece meio bad vibes… E é. Dá pra chorar bastante ao ver Penelope vender o almoço pra comprar a janta, mas é isso que faz a série parecer tão real, pra tanta gente.

 

Abertura da Gloria Estefan <3

Não sei se a série original, dos anos 70, tinha o mesmo tom. Mas fico feliz que a Netflix tenha apostado nesse remake, num momento político e social tão importante.

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