Mini-resenha: “Hibisco roxo”, de Chimamanda Ngozi Adichie

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Entre “Hibisco roxo” e “Americanah” foram 10 anos. Hibisco foi o primeiro livro de Chimamanda Ngozi Adichie, autora nigeriana que ganhou notoriedade com seu mais recente romance e com o discurso “Sejamos todos feministas”, uma conversa tão necessária que também foi lançada em forma de livro. Quem começou por “Americanah”, como eu, se surpreende com a voz mais jovem da autora. Contundente e ousada, Chimamanda decidiu colocar o dedo nas feridas desde cedo, e isso se reflete de forma inegável em seu livro de estreia. A história retrata de forma clara e, muitas vezes, gráfica como o fanatismo religioso pode dilacerar pessoas e famílias inteiras e o quão contraditório é ver o amor por Deus se traduzir em tanta violência contra as pessoas. Tudo isso sob o olhar de Kambili, uma adolescente cujo pai lhe impõe limites e nega liberdades em nome do respeito ao catolicismo e suas tradições. Buscando entender essa figura paterna, sua família em volta e todas as vontades e questionamentos que surgem na cabeça de uma menina em pleno amadurecimento, “Hibisco roxo” é brutal, cruel e uma reflexão necessária para aqueles de nós que gozamos da mais intrínseca das liberdades: a de ser quem somos.

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