Receita: Jambalaya

Não sou uma grande cozinheira, mas adoro descobrir novos sabores. Quando eu e Daniel nos apaixonamos por Treme, aquela série da HBO que comentei aqui, logo nos interessamos pela culinária de New Orleans, onde se passa a história. Uma das personagens é chef de cozinha, e as cenas no restaurante eram de dar água na boca! Não foi preciso muita pesquisa para descobrir alguns dos pratos mais marcantes do sul dos Estados Unidos, especialmente da Louisiana. Pra completar, Daniel ganhou da minha mãe como presentão de aniversário um livro oficial com receitas baseadas nos personagens de Treme. Pena que muitas delas não conseguimos fazer por não encontrarmos os ingredientes! 🙁

Jambalaya-2O jambalaya certamente é um desses pratos. Prático e rico em nutrientes, dá pra imaginar que essa receita sofreu várias influências, uma marca da cultura de New Orleans, mesclando suas origens francesas, espanholas, italianas, alemãs e, claro, com forte presença dos negros e mulatos do Haiti.

Mas quem me mostrou que um jambalaya pode ser fácil de fazer foi o Jamie Oliver. Em sua série A América de Jamie Oliver, exibida há um tempo pelo GNT e transformada em livro, o chef mostra que esse é um grande “mexidão”, incorporando sabores como a trindade da cozinha cajun – cebola, pimentão e aipo -, diferentes tipos de carne e um tempero picante. O lado bom é que não se trata apenas de sabor: o jambalaya é um prato só e alimenta bem durante bastante tempo.

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Busquei então adaptar a receita para o que consigo encontrar aqui em Petrópolis e voilà, conheçam a minha versão do jambalaya:

Ingredientes

Jambalaya

  • 2 xícaras de arroz
  • 2 cebolas médias (ou uma grande)
  • 4 talos de aipo/salsão
  • 1 pimentão verde
  • 2 peitos de frango sem osso e sem pele (aproximadamente 500 gramas)
  • 2 linguiças calabresa defumadas
  • 4 dentes de alho
  • 1 lata de tomates sem pele ou meia caixa de polpa de tomate
  • 1 cubo de caldo de galinha dissolvido em 2 xícaras e meia de água
  • 1 folha de louro
  • Azeite
  • Sal
  • Pimenta do reino
  • Cominho em pó

Modo de preparo

Em uma panela grande, coloque um pouco de azeite ao fundo, em fogo baixo. Tempere o frango com sal e pimenta do reino a gosto, em ambos os lados, e coloque os filés na panela quando o azeite já estiver aquecido. Deixe a carne dourar e selar de ambos os lados, retire da panela, pique em pedaços grandes e reserve. Nesse primeiro momento, não é necessário deixar o frango completamente ao ponto.

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Pique a cebola, o aipo, o pimentão e os dentes de alho em cubos pequenos. Leve ao fogo no mesmo azeite onde foi feito o frango, por cerca de cinco minutos ou até que a cebola fique transparente.

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Pique as duas calabresas em pedaços do tamanho de sua preferência e as leve ao fogo até que dourem e soltem um pouco da gordura. Acrescente os dentes de alho picados e deixe cozinhar por cerca de um minuto.

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Acrescente o arroz e misture bem. Dissolva um cubo de caldo de galinha em 2 xícaras e meia de água e acrescente à panela, além dos tomates sem pele ou polpa de tomate. Para completar, coloque também uma pitada de cominho, a folha de louro e o frango.

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Deixe ferver por cinco minutos, então cubra a panela e aguarde cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando para o arroz não grudar no fundo. O líquido vai secar aos poucos, até ficar bastante reduzido. Acrescente sal e pimenta a gosto. Sirva quente.

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Íamos fazer essa receita na terça de Carnaval, a Mardi Gras (terça-feira gorda) que batiza os festejos em New Orleans. Infelizmente, não conseguimos por falta de aipo! Mas refiz essa receita hoje pela terceira vez e certamente é um dos meus pratos favoritos.

Meu tempero cajun acabou e deixei de fora o camarão, por exemplo, também muito utilizado nessa receita. Mas o jambalaya é uma receita diferente e que te permite aproveitar muitos ingredientes que já temos em casa. Aliás, quem tiver uma boa dica de como utilizar as folhas do aipo, estou aceitando! 🙂

Aproveito pra deixar aqui uma playlist pra inspirar quem animar de fazer essa delícia em casa! Espero que gostem!

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Passeios gratuitos na Califórnia: Griffith Observatory, Laguna Beach, Venice Beach & píer de Santa Monica

Eu e Daniel fomos à Califórnia em um momento péssimo para gastar em dólar, mas aproveitamos que já tínhamos passagem pra Nova York e esticamos até Los Angeles para passar o Dia de Ação de Graças com a minha meia-irmã, que conheci lá.

– Veja aqui como foi visitar Nova York no outono

A Gabi e o marido moram em Irvine, a uns 40 minutinhos de Los Angeles e foram uns fofos em nos receber e nos levar pra conhecer alguns lugares legais, mesmo tendo poucos dias por lá. Além dos restaurantes e hamburguerias, onde conhecemos conceitos maravilhosos como sushi com abacate e pimenta e o amendoim de graça do Five Guys, eles nos levaram para visitar lugares onde pudemos ver em ação os cartões postais da Califórnia. E a melhor parte: todos sem gastar um centavo. Vim compartilhar quatro deles com vocês.

Laguna Beach

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Laguna é uma cidade praiana e um destino turístico na região de Orange County, a meio caminho entre Los Angeles e San Diego. O clima ameno e ensolarado durante boa parte do ano faz desse destino um dos favoritos de quem gosta de praia. Não precisa nem entrar na água pra curtir o visual de Laguna, que tem uma costa com mais de 7 milhas de comprimento. A cidade é cheia de casas de veraneio, turistas, surfistas e recebe muitos casamentos. Por ser território mexicano, originalmente (a região só foi incorporada aos Estados Unidos no século XIX), a influência da culinária dos vizinhos ao sul é sentida claramente. Gabi nos levou a um restaurante (acho que foi nesse aqui, mas não tenho certeza) onde comemos tostadas, feitas em um estilo que só vi lá em Laguna mesmo (é mais ou menos assim). Por conta dos terremotos que acontecem de vez em quando na Califórnia, toda a costa tem avisos de alerta para possíveis tsunamis. Não sei qual a probabilidade de um acontecer, mas o que vimos foi uma cidade de pessoas dispostas a curtir a vida, comer bem e aproveitar a vida cultural, cheia de música e uma cena artística muito forte. Me senti em um episódio de The OC!

Venice Beach

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Venice é um dos distritos de Los Angeles, famoso por sua praia e calçadão cheio de artistas, performers, lojas de camisetas e, claro, os green doctors, médicos que fazem prescrições de maconha medicinal. Pelo que entendi, qualquer um pode marcar uma consulta (ou simplesmente entrar no consultório), que sai por cerca de US$40 – desde que tenha mais de 18 anos e identidade da Califórnia. Mas claro que Venice não é só maconha, não importa o que as camisetas digam! A orla é linda, especialmente no pôr-do-sol, pois o entardecer lá é muito bonito, com as famosas palmeiras da Calfórnia virando silhuetas. Também é um ótimo lugar pra quem gosta de praticar esportes como skate e patins. A região se tornou uma referência para fisiculturistas, com nomes como Arnold Schwarzenneger tendo passado por lá. Depois que escurece, o lugar fica bem menos convidativo, com os próprios artesãos e artistas indo embora. Mas sem dúvida vale o passeio, especialmente se você já assistiu Californication!

Griffith Observatory

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O Observatório Griffith foi inaugurado em 1935 e, desde então, se tornou um dos cartões postais de Los Angeles. O espaço conta com um acervo interessante sobre o cosmo, trazendo informações sobre os planetas, nosso sistema solar, as galáxias, os elementos da tabela periódica e muito mais. Entre as atrações populares estão o pêndulo de Foucault, logo na entrada, que demonstra o movimento de rotação da Terra, e a bobina de Tesla, capaz de gerar energia sem fio. Também é possível visitar o planetário, com apresentações em vários horários ao longo do dia. Se não me engano, o planetário é a única parte paga do Griffith, que tem todo o acesso gratuito, inclusive estacionamento. O Observatório fica no Griffith Park, uma área bem bonita da cidade com bastante espaços abertos para caminhadas. Lá é um dos pontos mais próximos de onde é possível ver o letreiro de Hollywood que, infelizmente, não fica aceso à noite (vai entender!). O Griffith é um passeio recomendável para toda a família, pois vai impressionar das crianças aos mais velhos.

Santa Monica Pier

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Toda a região central de Santa Monica é bem charmosa. Muitas lojas de marcas luxuosas marcam presença por lá – por exemplo, a Tesla, montadora de automóveis elétricos que já são vistos pelas ruas da Califórnia (é realmente impressionante, vale visitar o showroom!). O píer é um dos lugares mais visitados da região, com atrações como roda gigante e carrossel, lojas e restaurantes. Um dos mais famosos é o Bubba Gump Shrimp, rede que surgiu após o filme Forrest Gump. Lembra que o Forrest ia montar um restaurante com o amigo que lutou com ele no Vietnã? Em homenagem a um dos mais queridos personagens do cinema, os restaurantes da rede colocam um banco do lado de fora, com a mala do Forrest, uma caixa de chocolates e seus tênis brancos. Não chegamos a comer lá, mas não poderíamos deixar de tirar uma foto! Outro ponto interessante do píer é que ele marca o fim da icônica rota 66. Além disso, Santa Monica oferece ótimas opções de gastronomia e diversão. Vale a pena pra quem tá a fim de gastar algumas doletas nas muitas lojas chiques que tem por lá!

Todas essas são atrações interessantes pra quem quer sentir o clima californiano sem gastar muito e sem abrir mão das atrações mais tradicionais de Los Angeles e região. Viajar sem dinheiro também tem suas vantagens: ao buscar opções mais em conta e que fujam aos pontos turísticos mais badalados, a gente acaba encontrando lugares e pessoas que não encontraríamos se estivéssemos nos mesmos lugares onde todo mundo vai, tirando as mesmas fotos que todo mundo tira. As dicas que dei aqui são bem lugar comum, mas nada impede que você faça seu próprio roteiro e descubra formas de vivenciar a Califórnia de um jeitinho totalmente seu 🙂

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Hollywood Boulevard: visitando o Chinese Theater e a Calçada da Fama

Eu achei que Hollywood seria caótica e, sinceramente, até um pouquinho decadente. Mas a minha curta passagem pelo bairro foi uma grata surpresa. Eu esperava o caos da Times Square e encontrei turistas civilizados, alguns personagens de séries/filmes bastante caprichados e, claro, todo o esplendor das estrelas.

– Clique aqui pra ver como foi visitar a Times Square e outros pontos marcantes de Nova York

Acho que o que mais impressiona por toda essa rua é a sensação de estar no mesmo lugar onde a história do cinema foi feita. Onde aconteceu a primeira grande pré-estreia de um filme, onde muitos atores foram buscar seus Oscares e onde muitas cenas foram gravadas.

Infelizmente, tivemos de passar rapidinho por alguns pontos mais icônicos da Hollywood Boulevard, porque tínhamos hora marcada no estúdio da Warner. Mas ainda assim valeu a pena descer do carro correndinho para ver de perto esses lugares.

– Veja as fotos do passeio por sets e cenários de séries e filmes na Warner Bros.

Sim, carro. Nos dois dias em que fomos a Los Angeles passear – estávamos em Irvine, que fica a aproximadamente quarenta minutos/uma hora de LA -, percebemos o quanto ter um carro é essencial por lá. Nós quase não vimos sinal do transporte público, seja ônibus ou metrô. Talvez seja, sim, possível visitar Los Angeles sem carro, mas certamente levaria muito mais tempo. Aqui tem mais informações sobre o transporte público da cidade. Como eu e Daniel não dirigimos, foi uma mão na roda termos a ajuda da minha irmã, que nos levou aos lugares que escolhemos dentro do pouco tempo que tínhamos por lá.

Começamos o passeio pela Calçada da Fama, que reúne estrelas dedicadas a astros da música, do cinema e da TV. Algumas delas são, inclusive, de personagens da ficção, como é o caso do Shrek e do Godzilla!

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Poderíamos ficar andando pela Calçada da Fama por um bom tempo, pois ela é relativamente extensa – suas duas partes somam mais de cinco quilômetros! Mas, depois de um tempo, dá pra perceber que, sem um mapinha ou uma pesquisa antes (como nesse site), é quase impossível encontrar uma estrela específica – do seu ator ou cantor favorito, por exemplo. Demos sorte de encontrar algumas dos nossos artistas preferidos – sim, eu adoro a Celine Dion. Me deixa 😛

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Mas a parte mais impressionante da Hollywood Boulevard foi certamente a calçada do Chinese Theater, um antigo cinema inaugurado por Sid Grauman. Ele aparece em boa parte das dedicatórias feitas por atores como John Wayne, Cecil B. DeMille, Rita Hayworth, Anne Baxter e muitos outros astros da era de ouro do cinema.

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Ver ali as mãos e pegadas de nomes como um Clark Gable da vida faz a gente perceber que essa galera existiu de verdade. Que um dia Jack Lemmon e Shirley MacLaine (os protagonistas de “Se Meu Apartamento Falasse”, um dos meus filmes favoritos!) estiveram ali, juntos, para deixar mais uma marquinha na história. É realmente impressionante ver nomes dessa época existirem lado a lado com astros já do nosso tempo – Will Smith, Michael Jackson, Darth Vader, C3PO e R2D2, de Star Wars, as varinhas dos atores de Harry Potter, meu amado Al Pacino e muitos outros – dá uma sensação gostosa de que continuamos vendo a história do cinema se desenvolver e encontrar novos caminhos, novos astros, novas formas de entreter e emocionar. E isso é muito legal.

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Passamos por algumas lojinhas de souvenires, que têm uma infinidade de produtos divididos por seções – Marilyn Monroe, Bonequinha de Luxo, Simpsons, Vingadores, Elvis e tudo que você pode imaginar. Uma delas tinha esculturas realmente impressionantes, como esse Elvis Presley com seu carro. Bem básico, não?

Elvis

Outra coisa impressionante foi ver, espalhadas pela rua, esculturas de cera do museu Madame Tussaud’s. Me arrependi de não ter ido em Londres, e voltei a me arrepender de não ir dessa vez, mas questões como tempo e dinheiro pesaram mais uma vez. Os ingressos, pra mim e Daniel, sairiam por mais de 40 dólares (é só converter para pensar duas vezes! rs).

Shrek Madame Tussauds

– Relembre aqui os passeios mais épicos que fizemos em Londres

Por fim, passamos pelo Hollywood & Highland, um shopping que faz parte de um grande complexo. Ele conta com a galeria de lojas e restaurantes, o Dolby Theatre, onde é realizada a cerimônia do Oscar, e o próprio Chinese Theater. Aproveitamos a black friday para comprar 3 Funko Pops por 25 dólares (cada um no Brasil não sai por menos de 90 reais). Vi vantagem.

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De lá, dá pra ver a montanha com as letrinhas de Hollywood de uma distância relativamente pequena. Foi a melhor foto que conseguimos do Hollywood sign =/

Mas é claro que existem dois lados para toda história, e a minha irmã mostrou no blog dela um pouco sobre as esquisitices e a falsa impressão de glamour que tem um dos bairros mais icônicos do mundo. Vale conferir para ver as fotos dela, bem mais bonitas que as minhas, tiradas com celular e às pressas! 😛

Ah, e quem quer ver Hollywood em tempo real, vale conferir essa câmera que transmite imagens ao vivo vem de frente do Dolby – só lembre que o horário lá é seis horas à frente do nosso 🙂

Visitar a Hollywood Boulevard é um passeio divertido para pessoas de todas as idades. Ficou a vontade de retornar e conferir as muitas outras atrações legais que tem por lá.

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Fazendo o tour da Warner em Hollywood!

Continuando a saga da viagem para os Estados Unidos, agora é a vez de contar pra vocês como foi o passeio pelos estúdios da Warner Bros., na Califórnia! Como eu disse no post sobre Nova York, eu e Daniel fomos pra lá passar o Dia de Ação de Graças com minha irmã e o marido dela, então aproveitamos para passear um pouco!

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O único passeio que escolhemos para gastar um dinheirinho foi o tour da Warner, porque já tinha lido e visto muita coisa a respeito e tinha certeza de que valeria a pena! O valor de cada ingresso foi de US$62, o que é bem salgado, mas não me arrependo: pra quem é fã de filmes e séries, é um dinheiro muito bem gasto!

Filmes da Warner que ganharam Oscares de Melhor Filme
Filmes da Warner que ganharam Oscares de Melhor Filme

Chegamos à Warner por volta de 15h e saímos de lá cerca de 18h, então entre admissão na portaria, organização dos grupos, introdução, passeio pelos sets, visita ao museu e lojinha, gastamos mais ou menos 3 horas. E não foi nada cansativo – pelo contrário!

Logo no início, os visitantes são levados para uma salinha de cinema. Lá é exibido um curta de mais ou menos 5 minutos contando um pouco da história da Warner Bros. e mostrando cenas icônicas de filmes do estúdio. É o suficiente pra sair de lá pensando no quanto cinema e TV são mesmo coisas incríveis e que eu deveria assistir mais coisas (o que não é verdade, estou precisando cortar séries! rs).

Entrada de um dos galpões
Entrada de um dos galpões com o que já foi gravado lá (clique para ampliar)

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De lá, todos são divididos em quatro grupos, cada um levado por um guia. No nosso caso, demos a sorte de contar com uma guia muito experiente, que já está lá há 7 anos, que conhece muito sobre o que já foi filmado lá e que tem boa vontade em mostrar o máximo possível aos visitantes. Ela levou todos em um carrinho bem parecido com os de golf, mas com a diferença de caber umas 20 pessoas.

De cara, ultrapassamos os portões do lote (que pertenciam de verdade à casa de Jack Warner, colocados ali depois que ele faleceu) e saímos em Chicago. Naquela rua, foram gravadas cenas de Shameless, Mike & Molly e de ER, onde construíram até uma linha de trem suspensa. Na semana anterior, a guia comentou que a rua estava toda branca, cheia de neve, para imitar o inverno de Chicago na janela de uma lanchonete.

Exterior de uma lanchonete que apareceu em Shameless
Exterior de uma lanchonete que apareceu em Shameless
Fachada da casa dos Tanner em Fuller House, que volta agora pela Netflix
Fachada da casa dos Tanner em Fuller House, que volta agora pela Netflix

A cada rua que a gente entrava, ela ia apontando fachadas de prédios que haviam aparecido em filmes e séries. Todos eles são prédios reais, que são modificados e adaptados de acordo com a demanda.

Antigo Luke's
Antigo Luke’s

Como tinha vários fãs de Gilmore Girls no nosso grupo, a guia mostrou pequenos detalhes que fizeram toda a diferença. Primeiro, foi a lanchonete do Luke (que hoje tá completamente diferente), depois o estúdio de dança da Miss Patty, depois a pracinha de Stars Hollow. O coreto não estava lá, mas ela fez o esforço de nos levar até o estacionamento onde ele fica guardado – sim, um estacionamento, com uma pintura no piso onde diz “vaga de coreto”.

Miss Paty's (e, do lado, um pedacinho do "Central Park" - lembram onde o Ross jogou rugby?)
Miss Paty’s (e, do lado, um pedacinho do “Central Park” – lembram onde o Ross jogou rugby?)
"Gazebo parking"
“Gazebo parking”
Praça de Stars Hollow
Praça de Stars Hollow

Também entramos na casa da Lane e antiquário da sra. Kim, que também serviu de casa dos Geller naquele episódio de Friends que mostra Rachel e Monica indo para o baile de formatura (e o Ross ficando forever alone na escada). Aliás, é a mesma casa que aparece em “Juventude Transviada”, com James Dean – pra vocês terem noção do quanto esse lote tem história pra contar! E, como a cereja do bolo, a casa da Lorelai e da Rory, que teve a varanda diminuída para aparecer em Pretty Little Liars e vai ser alterada novamente para aparecer no especiais do Netflix programados pra esse ano.

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Antiquário Kim/Casa dos Geller
Antiquário Kim/Casa dos Geller

Tivemos a oportunidade de entrar nas casas, que estavam desocupadas por não estarem sendo usadas no dia – fomos em 27/11, feriado prolongado por conta do Thanksgiving. Pudemos tocar em tudo e ver o que é de verdade e o que não é (azulejos, por exemplo, são pintados na parede) e conferir o que tem no teto: tudo, menos teto. Como geralmente ele não aparece nas cenas, é substituído por iluminação e ar condicionado (para os equipamentos e para compensar o calor das luzes).

Casa da Lorelai e da Rory
Casa da Lorelai e da Rory
Interior da casa da Lorelai sendo reconstruído
Interior da casa da Lorelai sendo reconstruído
Todas as sobras da construção vão aqui. Nunca imaginei que veria um lixo escrito "Gilmore Girls 2016" um dia * - *
Todas as sobras da construção vão aqui. Nunca imaginei que veria um lixo escrito “Gilmore Girls 2016” um dia * – *

Como não tinha ninguém filmando lá no dia, também pudemos visitar dois sets super exclusivos: a sede do DEO, o departamento de seres extraterrestres que aparece em Supergirl, e o sound stage de The Big Bang Theory. O DEO é praticamente uma caverna, com a diferença que não tem pedras de verdade. Elas são feitas de fibra de vidro e pintadas, para maior efeito de realidade na qualidade de HD que temos hoje em dia, revelando cada pequeno detalhe.

Estar no palco de TBBT também foi muito legal! Ok, não pudemos entrar no palco em si, onde ficam o apartamento do Sheldon e do Leonard, o apartamento da Penny, o corredor do prédio e espaço para encaixar outros dois cenários que serão usados no episódio – pode ser a cafeteria da universidade e a casa do Howard e da Bernadette, por exemplo. Sentamos onde fica a plateia em cada gravação – são cerca de 250 pessoas que servem de termômetro para cada piada. Caso ela não funcione, é reescrita pelos roteiristas ali mesmo, para garantir que a audiência em casa não troque de canal. Infelizmente, nesses sets não pudemos tirar fotos. Foi a única limitação, e é compreensível, considerando que eles ainda estão em atividade.

Batmóvel de "O Cavaleiro das Trevas"
Batmóvel de “O Cavaleiro das Trevas”

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Batmóvel do novo "Batman vs. Superman"
Batmóvel do novo “Batman vs. Superman”

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Dali, fomos para o que eles chamam de museu – um galpão bem grande com todos os carros usados em filmes do Batman, além de um prédio onde ficam figurinos dos filmes e memorabília de Harry Potter. Nesse último caso, não ficamos impressionados porque já havíamos visitado os estúdios quando fomos a Londres (contei tudo sobre esse passeio aqui) e lá são galpões inteiros com cenários, figurinos e tudo que tem direito. No tour da Califórnia, tem apenas um andar pequeno com itens como o chapéu seletor, uniformes de quadribol e a Hermione petrificada.

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Figurinos originais de "Batman vs. Superman"
Figurinos originais de “Batman vs. Superman”

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Além disso, passamos por um outro galpão onde é explicado todo o processo de criação de um filme, desde o roteiro e casting até questões técnicas, como direção de arte e efeitos sonoros. Itens como o exoesqueleto de “No Limite do Amanhã” e a cápsula de “Gravidade” estavam em exposição, e você pode brincar em uma Nimbus 2000 e jogar quadribol na tela verde (o campo é inserido digitalmente e você pode comprar o DVD com as imagens) e até ver a perspectiva forçada na prática, sentando em um cenário de “O Hobbit” e fingir ser gigante como o Gandalf ou pequenino como Bilbo apenas trocando de lado na mesa.

Exoesqueleto de "No Limite do Amanhã"
Exoesqueleto de “No Limite do Amanhã”
Cápsula de "Gravidade"
Cápsula de “Gravidade”

O ponto alto certamente é visitar o cenário do Central Perk, a cafeteria que aparecia em Friends. Você pode sentar no sofá, tirar mil fotos (tem um assistente só para auxiliar nisso) e andar pelo set. Fora da câmera, você pode ver os cue cards, que mostravam aos atores quais seriam as próximas falas. Ali perto também dá pra ver roupas usadas pelo elenco e, porque estava perto do Natal, deram um destaque legal para a fantasia de Halloween do Joey, o peru de ação de graças e o Holiday Armadillo, a fantasia que o Ross usou para ensinar o Ben sobre o Hannukah.

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Violão da Phoebe
Violão da Phoebe

Também tinha figurinos de Two and a Half Man por lá.

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Ainda fomos a uma sala cheia de maquetes e itens de filmes memoráveis, como “O Exorcista” e “Blade Runner”, e tomamos café em um Central Perk de verdade. Logo na saída tem uma loja com itens das séries, e comprei pra mim uma caneca de Friends. A única frustração foi não encontrar uma caneca do Luke’s pra trazer pra casa, porque todos os itens de Gilmore Girls estão esgotados 🙁

Crachás dos médicos de ER
Crachás dos médicos de ER
Arma e distintivo do Dirty Harry
Arma e distintivo do Dirty Harry
Oscar de Casablanca
Oscar de Casablanca
Luvas usadas em "Menina de Ouro"
Luvas usadas em “Menina de Ouro”
Cenários de "Lego - O Filme"
Cenários de “Uma Aventura Lego”
Crucifixo de "O Exorcista"
Crucifixo de “O Exorcista”
Agenda de telefones de Jack Warner
Agenda de telefones de Jack Warner
Figurinos de "Superman - Homem de Aço"
Figurinos de “Homem de Aço”
Bonecos criados para filmar "A Noiva Cadáver"
Bonecos criados para filmar “A Noiva Cadáver”

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No fim das contas, dá pra dizer que a experiência foi realmente incrível. No blog da minha irmã vocês podem conferir outra perspectiva e perceber que não estou mentindo! rs

Em breve conto pra vocês o restante sobre nossos dias na Califórnia!

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Visitando Nova York no outono ♥

Foi em novembro, mas parece que foi ontem: eu e Daniel em uma aventura gelada pela Big Apple! Essa foi uma viagem que tinha tudo, menos bom senso. Compramos a passagem num impulso pra ir assistir a uma peça na Broadway (!), que acabou ficando de fora da programação por motivos de: dólar. Logo depois que garantimos o voo, a crise deu aquela piorada e o dólar foi ficando cada vez mais caro. Pra completar, decidimos aproveitar que estaríamos nos Estados Unidos pra realizar um sonho antigo: de conhecer a minha meia-irmã, Gabriela, que mora em Los Angeles, e passar o Dia de Ação de Graças com ela.

Vou contar pra vocês a primeira parte dessa aventura. Chegamos a Nova York no dia 22/11, um domingo bem friozinho! Ficamos em um hotel no Upper East Side, onde conseguimos uma diária beeeem camarada a cerca de 300 reais. A região é muito agradável, com vendedores de gibis, vinil, frutas e até pinheiros de natal tomando as calçadas. Também parece que domingo é o dia que todo mundo sai de casa com seus golden retrievers para passear. Tomamos café da manhã no Zabar’s, uma tradicional deli que vende comida gourmet e kosher. Sempre quis conhecer após aparecer em filmes do Woody Allen e da Nora Ephron.

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O café é servido extremamente quente, mas depois de um tempinho dá pra sentir o famoso sabor do café do Zabar’s. Comi um muffin de cappuccino, enquanto o Daniel entrou no clima de Nova York e pediu um bagel com salmão e cream cheese. Ambos foram deliciosos. Voltamos ao Zabar’s depois para levar presentinhos novaiorquinos pra minha irmã: café e black and white cookies. De quebra, encontrei o shortbread da Walkers, que me conquistou na Escócia.

Passamos boa parte do dia caminhando pelo Central Park, onde estava acontecendo ma maratona beneficente. Fomos direto no Strawberry Fields, próximo ao prédio onde morou o John Lennon e uma parte do parque dedicada a uma homenagem ao cantor, com “Imagine” escrito no chão. Pro Daniel, foi muito emocionante porque ele é uma pessoa muito mais Beatles do que eu 🙂

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Pra mim, a parte mais importante do passeio no Central Park foi a Bethesda Fountain, a fonte que aparece no fim de Angels in America (uma das minisséries mais incríveis que a TV já presenciou). Aquela cena foi muito marcante pra mim e estar lá foi nada menos que divino – em parte devido ao coral que ficou cantando embaixo do terrace, deixando esse momento até espiritual, de certa forma. Procurei uma miniatura da fonte pra trazer pra casa, mas não consegui encontrar 🙁

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Outros destaques ficaram por conta da estátua e-nor-me que tem de Alice no País das Maravilhas; do laguinho onde fazem as disputas de mini-barcos; da casa de chá que aparece em vários filmes; de um esquilinho que praticamente se camuflou à paisagem; das placas nos bancos, com mensagens incríveis; e, claro o clima de outono nas árvores <3

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Demos um pulinho na Times Square só pra saber do que as pessoas tanto falam, porque na verdade não tínhamos tanta curiosidade assim. Tendemos a enviar lugares super cheios nas nossas viagens. E sim, é incrível, é muito neon, luzes em todo lugar… e só. Fomos à noite, por causa dos billboards, mas o trânsito ali deve ser impossível o tempo todo, e mesmo quem vai de metrô tem que enfrentar calçadas super cheias, anunciantes tentando vender camisetas e passeios turísticos, obras… Nem entramos em nenhuma das lojas, porque queríamos logo sair dali.

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Então fomos ao que realmente interessava: comer no Soup Man. Quem já viu Seinfeld, provavelmente conhece o episódio antológico do Soup Nazi. Jerry, George, Elaine, Kramer e Newman ficam todos apaixonados pela sopa de um cara que acabou de abrir uma loja na vizinhança. Ele tem regras muito rígidas para fazer o pedido no balcão e quem não as segue fica sem o pão grátis ou, pior, sem sopa mesmo. A história foi baseada no Soup Man, um antigo restaurante em Nova York que hoje é uma cadeia espalhada pelo país (e, pelo que entendemos das fotos na parede, a rede foi vendida para o ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal!).

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A sopa é mesmo deliciosa. Eu pedi uma Italian Wedding (sim, só pelo nome, porque nem sabia o que era!), mas ela ficou no chinelo perto do Jambalaya que o Daniel pediu e que eu fiz questão de provar. Seguimos todas as regras e ganhamos pão. Yay!

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No nosso segundo dia na cidade, tivemos de trabalhar por um tempinho, então fomos filar o wi-fi da biblioteca pública. Recomendo bastante, porque 1) é de graça 2) a conexão é boa 3) o acesso é fácil e super central e 4) o prédio é lindo e foi cenário de vários filmes.

NYPublicLibrary

Ali por perto fica o New York Times, um prédio que eu queria muito ver de perto. Estar na porta de uma das redações mais cobiçadas do mundo dá um quentinho no coração. Tentei encontrar com o Gay Talese por ali, mas aí percebi que tava algumas décadas atrasada.

NYT

E, já que estamos falando de arquitetura, também passamos por prédios marcantes, como o Flatiron Building:

FlatironBuilding

O Empire State Building:

EmpireStateBuilding

E o terminal Grand Central Station, que é de babar!

GrandCentral

Também fomos à Katz’s, uma deli que funciona há muitos anos e tem como carro chefe seu sanduíche de pastrami. Admito que só fui lá porque a Katz’s é acontece aquela cena “I’ll have what she’s having”, no filme Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro (escrita pela Nora Ephron, claro <3). O sanduíche é bem gostoso, mas o preço é salgado: 20 dólares o.O Ainda bem que é grande e dá pra dividir. Já me disseram que há opções melhores na cidade, e não curti muito a região à noite.

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Outro momento importante foi visitar o Washington Square Park, uma praça que foi ponto de encontro de alguns dos principais artistas que ajudaram a moldar a música e a literatura nos anos 60-70. Embaixo do arco tinha ainda muitas homenagens às vítimas de Paris, e até estavam filmando um clipe de uma música sobre o que aconteceu. Eu e Daniel acabamos fazendo figuração! haha

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No nosso terceiro dia, partimos para Los Angeles, e voltamos a Nova York em 28/11 para ficarmos mais dois dias na cidade. Passamos horas a fio no Brooklyn, desde o almoço no Shake Shack (que hambúrguer, que fritas, que milk shake de manteiga de amendoim!) até o fim da noite. Começamos nos perdendo feio no metrô. Na segunda parte da nossa estadia em Nova York, ficamos no Queens, no que parecia ser uma parte mais “habitável” do bairro. Na verdade, o hotel não ficava em uma rua muito agradável, com poucos comércios e residências, e que ficava bem deserta o tempo todo. Não só foi uma grande mudança em relação ao clima super familiar que encontramos no Upper East Side, como dificultou muito nossa vida em termos de transporte, já que os principais trens não estavam parando lá. Tínhamos de descer antes e pegar um táxi para voltar para o hotel. Essa confusão dos trens nos fez perder bastante tempo, e ficamos quase uma hora pra chegar no Brooklyn. Pelo menos tinha essa campanha incrível no metrô (fica a dica, meninos).

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Um quinteto de cantores já idosos que fez o dia de todo mundo um pouquinho melhor #nysubway #nyc

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Caminhar pelo Brooklyn, por outro lado, foi ótimo. Todo o bairro é bem sinalizado e também tem um clima residencial bem charmoso. Os mapas em pontos estratégicos nos ajudaram a percorrer locais como a ponte do Brooklyn e o promenade, com uma excelente vista de Manhattan, e uma longa rua comercial com lojas bem legais (inclusive uma de fábrica da Gap, com bons descontos) que nos levou ao Barkleys Center.

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Esse é o estádio mais novo da NBA e fomos lá assistir o jogo entre Brooklyn Nets e Detroit Pistons. Não são times interessantes pra mim, mas seria basicamente a única oportunidade que teríamos pra assistir basquete nos EUA. O Chicago Bulls foi uma das coisas que uniram eu e Daniel, e queríamos muito ter tido a chance de ir assistir um jogo do nosso time no United Center, mas nossas datas não coincidiram com jogos do Bulls. Compramos dois dos ingressos mais baratos via Ticket Master, e o total foi cerca de US$75, com taxas. O ingresso dá direito a 10% de desconto em uma enorme loja de esportes que fica do outro lado da rua do Barkleys Center, mas o preço lá não estava muito convidativo. Daniel levou uma camisa do Nets por US$10 na promoção.

Mas se soubéssemos, teríamos deixado pra gastar lá dentro. A arena é LINDA! Super moderna, aconchegante e organizada. Cada andar é cheio de opções de comida, muitas delas de restaurantes locais, com aquele charme do Brooklyn. A lojinha do Nets, no primeiro andar, tem muito mais opções e também estava em promoção, com camisas a partir de US$10. Eu até empolguei de comprar uma pra mim (quem diria!), mas não tinha mais no meu tamanho 🙁

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Toda a experiência foi muito gratificante e o ponto alto do nosso passeio em Nova York. Desde a entrada, fomos muito bem atendidos pela equipe de segurança, que estava em alerta máximo pós-ataques de Paris. Aliás, da lojinha aos funcionários que nos indicaram como chegar ao nosso setor, todos foram muito simpáticos e atenciosos. A quadra é bem bonita e mesmo estando no setor mais alto, vimos tudo com perfeição. A arena é grande e, ao mesmo tempo, aconchegante.

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O jogo em si foi bem interessante, com bons momentos dos dois times. O Brooklyn ganhou, o que significa que um restaurante patrocinador daria descontos aos torcedores no dia seguinte. Se o placar tivesse passado dos 100 pontos, todos ganhariam batatas fritas do McDonald’s (mas não foi o caso!). Ah, e teve tudo que tinha direito: líder de torcida, mascote, pré-jogo (com entrevistas feitas ao vivo pela equipe do Brooklyn e transmitidas apenas dentro do Barclays Center), enterradas, câmera da dança, canhão de camisetas, torcida gritando “de-fense! de-fense!”, cantora apresentando o hino nacional, pipoca, cachorro quente… A NBA sabe mesmo fazer espetáculo, e foi legal ver de perto o clima de um jogo lá e ver que eles estão se esforçando pra trazer uma experiência muito parecida nos Global Games, no Brasil. Na primeira edição, teve Bulls x Wizards no HSBC Arena e, guardadas as devidas proporções, teve boa parte desses elementos integrando o evento no Rio. Com a diferença que teve um Scottie Pippen sendo ovacionado por aqui, algo que não aconteceu no Brooklyn 😛

Se tem uma coisa que a NBA sabe fazer, é espetáculo ?? #basketball #brooklynnets #dunkingdivas #detroitpistons #nba #brooklyn #nyc

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Encerramos nossas experiências de Nova York indo ao Highline Park, um espaço totalmente revitalizado em uma linha de trem desativada. A região de Chelsea parece bem movimentada e tem esse espaço único em meio àquela paisagem, mantido pelos próprios moradores. É realmente impressionante (e BEM frio!).

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Também passamos na lojinha da NBC, onde comprei uma caneca igual à do Michael Scott, de The Office, e me autoproclamei “World’s Best Boss”. Aproveitamos pra ver de perto o Rockefeller Center, o prédio que aparece em 30 Rock, a pista de patinação no gelo e a árvore de Natal que estavam acabando de montar. Ah, também consegui ver de perto o Radio City Music Hall, uma casa de shows onde ainda pretendo assistir um espetáculo!

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Então Nova York foi assim: momentos de encantamento pelo Central Park, pela arquitetura (que é mesmo impressionante), pelo Highline, por alguns bairros da cidade, por reencontrar o Pret a Manger, uma rede que conhecemos em Londres e amamos (mais sopa!), por deixar nosso suado dinheiro na Barnes & Noble. Outros foram um tanto desorientados, com o metrô nos pregando peças constantemente (com direito a ameaça de bomba e tudo), sensação de pouca segurança em alguns locais, algumas pessoas nada simpáticas pra dar informação, etc.

Queremos voltar com calma um dia, pra comer mais Shake Shack, ir à livraria Strand, conhecer melhor o Village, os lugares por onde passou Bob Dylan na cidade, ver mais cenários de filmes de Woody Allen, comer mais cachorro quente na Gray’s Papaya. Mas estar em Nova York foi importante pra mim. Eu fantasiei com esse momento boa parte da minha vida, especialmente depois que comecei a assistir Friends, lá pelos 12 anos. Ver tudo aquilo de perto foi marcante não só por poder ter essa experiência, mas também por me fazer perceber que, bem, eu achei que gostaria bem mais. E talvez se eu tivesse ido a Nova York com mais tempo ou em outro momento da vida, tivesse me apaixonado de verdade por aquela vibração. E eu até estava bem impressionada com a cidade nos dois primeiros dias… Aí a gente foi pra Los Angeles. Mas essa é outra história, pra outro post.

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