5 motivos para assistir Outlander

Ficou sabendo? Outlander estreou na Netflix. A primeira temporada da série já está disponível e… você nem sabe do que se trata. Pois é. Outlander é um grande fenômeno, para um grupo pequeno de pessoas. Claro que é um grupo pequeno grande o suficiente pra comprar milhões de cópias dos livros que inspiraram a série e ainda gerar audiência para o canal Starz, mas… Bem, você entendeu. O ponto é que Outlander é uma série meio de época, meio de fantasia, o que a coloca na disputa direta com Game of Thrones, esse sim um fenômeno massivo e que ainda conta com o selinho de produção HBO (o que automaticamente o coloca na frente nas categorias de respeito da crítica e orçamento). Portanto, nem tanta gente assim sabe o quanto Outlander é maneiro. Ok, e também um pouco brega. Mas principalmente maneiro.

A história é mais ou menos essa: Inverness, 1945. Claire Randall (Catriona Balfe) era uma enfermeira na Segunda Guerra Mundial e, agora que o conflito acabou, ela reencontra o marido e eles partem para uma segunda lua de mel, na cidade de origem da família dele, na Escócia. Ao buscar evidências de sua árvore genealógica, ele a leva para conhecer Craigh Na Dun, um monumento construído com pedras dispostas em pé, em círculo, até hoje um mistério para muitos historiadores. Ali, eles presenciam um ritual, ao que tudo indica, pagão. Ao retornar a Craigh Na Dun sozinha, Claire toca uma das pedras e é imediatamente transportada para 1743, no meio de um conflito entre escoceses e ingleses. Ela é encontrada por um grupo de nativos e levada para um castelo como hóspede – isto é, até perceber que não pode sair dali sem dar explicações. Afinal, ela é uma inglesa em terras escocesas e pode ser uma espiã para os casacas vermelhas. Claire se vê então presa em um tempo diferente do seu e precisa ganhar a confiança dos que estão à sua volta e esconder seu passado para não ser dada como louca ou, pior ainda, bruxa.

Como catequizei os meus amigos para assistirem Jane The Virgin, fiz o mesmo com Outlander. Agora que tá na Netflix, fica bem mais fácil para apresentar essa série pra todo mundo que eu conheço! Então começo por aqui, elencando alguns motivos para você assistir Outlander:

1. A história se passa na Escócia

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Já falei isso por aqui: a Escócia é um paraíso na Terra. Tive a oportunidade de visitar o país no ano passado e você pode ver aqui que não estou exagerando. No mínimo, a cada episódio, tem locações maravilhosas, em especial nas Terras Altas. Mas não é só: o sotaque é diferente de tudo que você já ouviu, a cultura é muito rica e os rapazes usam kilts. Sem entrar em muitos detalhes, mas a história não fica apenas na Escócia, com uma passagem pela França do século XVIII, também cheia de tensão pelo seu momento histórico.

2. A música de abertura (e toda a trilha sonora)

Bear McCreary é o responsável pela trilha sonora de Outlander, cheia de composições climáticas e ao mesmo tempo sutis. A base é de instrumentos de corda, mas utilizando também percussões, coros e sopros para dar o tom de cenas tensas ou delicadas. O grande destaque é para “The Skye Boat Song”, uma composição tradicional do folk escocês. Ela é uma valsa que faz menção à fuga do Príncipe Charles Edward Stuart para a ilha de Skye após a derrota na batalha de Culloden, uma das mais sangrentas na história dos conflitos Escócia x Inglaterra. A letra foi adaptada ao unir a história do príncipe travestido em um barquinho com um poema icônico de Robert Louis Stevenson (autor de “A Ilha do Tesouro” e “O médico e o monstro”), chamado “Sing me a song of a lad that is gone”. O resultado ficou muito bonito!

3. Claire é uma personagem forte

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Não vou entrar na questão de papeis femininos em Game of Thrones, porque já deu, né? Mas eu só comecei a ver Outlander por estar cansada da outra série que só sabia subjulgar as mulheres. Outlander também tem nudez? Tem. Tem estupro? Tem também. Mas a questão central aqui é a forma como esses recursos são utilizados na história. Em Outlander, a nudez não é despropositada. Aliás, tem mais cenas do Jamie (Sam Heughan) sem camisa do que tudo. E, mesmo quando acontece algum estupro, ele serve muito mais para avançar a linha da história de alguma personagem feminina do que para fazer crescer um personagem masculino. Ainda não é o ideal, mas dá pra ver na Claire um ótimo começo de heroína de “época” que consegue ser mais inteligente que todo mundo à volta (digamos que ela tem uns 200 anos de conhecimento científico a mais, então tá explicado), corajosa, destemida, determinada e que, vez ou outra, salva a pele de uns homenzarrões que, sem ela, estariam perdidos.

4. A fantasia tem forte contexto histórico e político

Para quem gosta de História, Outlander é um prato cheio – em especial para quem se interessa pela História do Reino Unido, como é o meu caso. Mas, mais do que isso, a série lida com a presença da religião nas questões de estado, com conspirações para tomada do trono e, com a especialidade de curandeira da Claire, sempre tem um pezinho na linha tênue entre o que pode ser considerado medicina ou simplesmente magia negra. Outlander se passa em um momento histórico altamente conturbado e não teme lidar com o conceito do oculto, do incompreendido e do incompreensível.

5. É baseada em uma série de livros

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Quem não quer esperar um ano inteiro pra rever Claire e Jamie, pode simplesmente se entregar à série de oito livros escritos por Diana Gabaldon desde 1991. São belos calhamaços de 600, 700, 800, 900… 1.000 páginas! Até o momento, só li um dos livros e, pra ser sincera, já aceitei que não dá tempo de ler todos. Minha impressão foi de que os romances são meio novelões, não são muito para o meu gosto, mas é um belo consolo saber que é possível recorrer aos livros quando bater aquela saudade.

Esses são só alguns dos motivos pra vocês começarem logo a ver Outlander, que já terminou sua segunda temporada no ar. A série segue crescendo, melhorando, aprimorando e pensando novas formas de contar uma história tão improvável quanto verídica. Cada vez mais, os destinos de Claire e Jamie se atrelam aos destinos da própria História, e é muito gratificante descobrir o desenrolar disso tudo.

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